Novo filme de Isabel Coixet, 'Três Vezes Adeus', estreia nesta quinta (17) nos cinemas *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Com
produção italiana, drama da realizadora de 'A Vida Secreta das Palavras' (2005)
e 'Fatal' (2008) mistura romance e K-pop
Depois do que parecia ser uma briga trivial, Marta e Antonio terminam o relacionamento. A reação de Marta é se fechar em si mesma e ficar fora do mundo. A única coisa que ela não consegue ignorar é sua perda brusca de apetite. Já Antonio decide mergulhar de cabeça no trabalho: ele é chef de cozinha. Mesmo tendo sido dele a decisão de terminar, Marta não lhe sai da cabeça. Mas quando ela descobre que a falta de apetite tem mais a ver com a própria saúde do que com a dor da separação, tudo muda.
Com
esta premissa, "Três Vezes Adeus" ("Tre Ciotole"), de Isabel Coixet
("A Vida Secreta das Palavras"), chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, dia 17 de setembro de 2026. Isabel também assina o roteiro (junto com
Enrico Audenino), adaptando o livro semi-autobiográfico "O Sentido da
Náusea", da escritora e ativista italiana Michela
Murgia (1972-2023). Alba Rohrwacher
("As Maravilhas") e Elio
Germano ("A Vida Solitária de
Antonio Ligabue") vivem o casal protagonista.
O
filme estreia em 16 cidades: Balneário
Camboriú (SC), Belo Horizonte
(MG), Brasília (DF), Caxias
do Sul (RS), Curitiba
(PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Niterói (RJ), Porto
Alegre (RS), Recife
(PE), Ribeirão Preto (SP), Rio
de Janeiro (RJ), Salvador
(BA), São Luís (MA), São
Paulo (SP) e Vitória
(ES).
A professora de
educação física Marta (Rohrwacher) e o chef Antonio (Germano) vivem juntos há
sete anos. Após uma discussão, Antonio decide ir embora. Para Marta, o abandono
intensifica sua tendência de se fechar numa bolha de solidão e silêncio. Para
passar o tempo, ela compartilha seus sentimentos com um recorte de papelão em
tamanho real de um astro do K-pop que encontrou no lixo. Logo ela descobre que
as dores de estômago que sofre não são consequência da tristeza, mas sim de uma
grave doença.
Isabel Coixet descreve
o filme como uma oportunidade para retomar temas do início de sua carreira.
"Assim como em 'Minha Vida Sem Mim' (2003), voltamos a nos aproximar da
morte, mas a partir de uma perspectiva diametralmente oposta", elabora. "Se
naquele filme a narrativa era estruturada em torno do esforço de construir um
legado, aqui ela ganha forma em uma protagonista sem herdeiros que encontra sua
própria maneira de viver justamente quando já não tem mais nada a perder",
complementa.
"Três Vezes
Adeus" também dá à cineasta a chance de explorar dois de seus motivos
cinematográficos favoritos: a música e a gastronomia. "No primeiro caso,
com o desejo de me aproximar daquilo que as novas gerações escutam, dos
fenômenos e da iconografia que ajudam a construir suas identidades - neste
caso, ídolos específicos do K-pop", explica. "No caso da comida,
voltamos a destacar os contrastes entre a alta gastronomia e a comida de rua,
como mais uma forma de definir as trajetórias de cada personagem", conclui.
A revista estadunidense
Variety classificou "Três Vezes Adeus" como "um filme
cativante", entre a melancolia e a ternura, que "reafirma o valor da
vida". O jornal Corriere De La Sera descreve a película como
"sensível, comovente e profundamente humana". Para o site C7nema,
trata-se de "um belíssimo e sensível filme autoral sobre relações humanas,
muito bem realizado por Isabel Coixet". O Cineuropa resume a obra como
"uma meditação agridoce sobre o que significa dizer adeus: a um parceiro,
a uma ideia de si mesmo e à própria vida".
"Três
Vezes Adeus" ("Tre Ciotole"), de Isabel Coixet
Drama | 2025 | 120
minutos | Classificação indicativa: 10 anos
Estreia
no circuito comercial brasileiro:
17 de setembro de 2026
Instagram: @autoral_filmes
Ficha
técnica
Direção: Isabel Coixet
Roteiro: Isabel Coixet
e Enrico Audenino, baseado no livro "Tre Ciotole" di Michela Murgia
Elenco: Alba
Rohrwacher (Marta), Elio Germano (Antonio), Francesco Carril (Agostino), Silvia
D'Amico (Elisa), Galatéa Bellugi (Silvia) e Sarita Choudhury (Doctora Benati)
Música: Alfonso De
Vilallonga
Designer de Produção:
Paola Comencini
Fotografia: Guido
Michelotti
Som: Luca Anzellotti
Edição: Jordi Azategui
Produção: Riccardo
Tozzi, Giovanni Stabilini, Francesca Longardi (Cattleya), Carlo Gavaudan, Marco
Miana (Ruvido Produzioni), Massimo Di Rocco, Luigi Napoleone (Bartlebyfi lm),
Marisa Fernández Armenteros (Buenapinta Media), Sandra Hermida (Perdición
Films) e Alex Lafuente (Bteam Pictures)
País de produção:
Itália e Espanha
Idioma original:
Italiano
Formato: colorido
Sobre
Isabel Coixet
Nascida em Barcelona,
Isabel Coixet é uma das diretoras mais reconhecidas do cinema espanhol
contemporâneo. Entre seus filmes mais importantes está "Minha Vida Sem
Mim" ("My Life Without Me") (2003), drama estrelado por Sarah
Polley e Mark Ruffalo. Dois anos depois, dirigiu "A Vida Secreta das
Palavras" ("The Secret Life of Words") (2005), considerado por
muitos sua obra-prima, novamente estrelado por Sarah Polley. Em
"Fatal" ("Elegy") (2008), adaptação de um romance de Philip
Roth, reuniu Penélope Cruz e Ben Kingsley.
Outro grande destaque
de sua carreira é "A Livraria" ("The Bookshop") (2017), com
Emily Mortimer. Mais recentemente, Coixet dirigiu "Un amor" ("Um
Amor") (2023) e "Três Vezes Adeus" ("Tre Ciotole")
(2025), inspirado na obra de Michela Murgia (1972-2023), que retoma temas
recorrentes como o amor, a perda, a doença e a reconstrução emocional. Ao longo
de sua carreira, Isabel Coixet consolidou um estilo marcado pela atenção aos
sentimentos mais íntimos e por uma profunda reflexão sobre a fragilidade da
vida e das relações humanas.
Sobre
a Autoral Filmes
A Autoral Filmes,
fundada no início de 2025, teve sua origem através dos sócios do Paradigma Cine
Arte, Felipe Didoné e sua mãe, Marize Didoné, que desde 2010 mantém a sala de
cinema que é uma instituição cultural em Florianópolis (SC).
A Distribuidora vem do
desejo dos sócios de ampliar as atividades no mercado do cinema, replicando na
distribuição o mesmo conceito de filmes independentes e de arte que formam seu
conceito na exibição.
Como seu nome deixa
claro, a Autoral Filmes terá seu foco no cinema de autor e em documentários de
arte, focando em produções escolhidas a dedo, tanto nacionais como
estrangeiras, prezando sempre a alta qualidade dos filmes.
Para Felipe Didoné,
diretor da distribuidora, "a Autoral Filmes é a realização de um sonho, de
expandir os horizontes para além da distribuição, mantendo a curadoria elegante
que sempre foi o diferencial do Paradigma Cine Arte".
Créditos: Patrícia Rabello
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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