Muito além do nicho: futebol feminino é realidade comercial e projeta R$ 8,8 bi de impacto para 2027, por Rodrigo Cerveira*
![]() |
| Foto meramente ilustrativa. |
Tem uma coisa que ainda me intriga: quando alguém fala que “o futebol feminino é o futuro do esporte”. Futuro? O futebol feminino já é o presente. Ele está acontecendo agora, enquanto ainda existe uma parcela do mercado debatendo se a modalidade tem potencial ou se é apenas uma tendência passageira.
Quem ainda não percebeu que o futebol feminino é uma
das maiores oportunidades de negócio do esporte para os próximos anos talvez
esteja olhando para o movimento pelo ângulo errado. Não se trata apenas de
acompanhar uma agenda de diversidade ou seguir uma tendência. Trata-se de
enxergar um mercado em crescimento, com audiência, engajamento e potencial de
retorno para marcas.
Os números mostram esse avanço. Na Europa, partidas
decisivas do futebol feminino já alcançam milhões de espectadores. Em algumas
ligas, os investimentos em patrocínio também vêm crescendo de forma
consistente, acompanhando uma transformação no comportamento do torcedor e no
interesse comercial pela modalidade.
No Brasil, a oportunidade é ainda maior. O interesse
pelo futebol feminino cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionado
pela maior exposição das atletas, pelo fortalecimento das competições e pela
aproximação com novos públicos. As buscas online aumentaram, a presença nos estádios
cresceu e as mulheres passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante na
audiência.
Existe, porém, uma contradição nesse cenário:
enquanto o público avança, muitas marcas ainda trabalham o futebol feminino com
estratégias genéricas, sem explorar todo o potencial de conexão, relacionamento
e construção de comunidade que a modalidade oferece.
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada
no Brasil, deve acelerar ainda mais esse movimento. As projeções apontam um
impacto econômico de R$ 8,8 bilhões, com geração de empregos, movimentação do
turismo e novas oportunidades para empresas, patrocinadores e toda a cadeia
esportiva.
Ainda assim, algumas marcas continuam esperando o
“momento certo” para entrar no futebol feminino. Mas a verdade é que esse
momento já começou. Quem construir presença agora terá a oportunidade de
participar do crescimento da modalidade, criar vínculos mais fortes com o
público e ocupar um espaço que tende a ficar cada vez mais disputado.
O futebol feminino não precisa ser tratado como uma
iniciativa de apoio ou de caridade. Ele precisa ser reconhecido pelo que já é:
um negócio real, com audiência, potencial de crescimento e capacidade de gerar
resultados para marcas que souberem investir de forma estratégica.
A boa notícia é que o futebol feminino continuará
crescendo. As torcedoras estão nos estádios, nas redes sociais, consumindo
conteúdo e fortalecendo a modalidade. O mercado está se formando. A
oportunidade está diante de todos.
A pergunta agora é: quais marcas estarão presentes
nessa próxima fase?
*Rodrigo
Cerveira é sócio e CMO da Vórtx e co-fundador do Strategy Studio. Com 30 anos
de experiência em estratégia, liderança e desenvolvimento de negócios globais e
locais, é especializado em construção de marca e estratégia criativa. É formado
em Publicidade e Marketing pela Faculdade Cásper Líbero, com Extensão em Gestão
pelo INSEAD (Instituto Europeu de Administração de Negócios).
Créditos: Caroline Baptista | Temp 7
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

Comentários
Postar um comentário