E se fosse uma bomba? no Teatro João Caetano *
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| Foto meramente ilustrativa. |
O espetáculo é a segunda parte de uma trilogia destinada às mulheres apagadas pelo machismo estrutural.
Com o objetivo de reconhecer a contribuição de mulheres que
desafiaram barreiras em áreas historicamente masculinas, como a ciência e a
aviação, Luiza Moreira Salles idealizou o espetáculo infantojuvenil E se
fosse uma bomba?. Com dramaturgia de Sofia Fransolin, direção de Rhena de
Faria e atuação de Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide, a montagem
será apresentada no Teatro João Caetano entre os dias 29 de setembro
a 11 de outubro, com sessões de terça a domingo, com entrada franca (dias e
horário no final).
A
montagem, contemplada pela 20ª Edição do Prêmio Zé Renato de Teatro da
Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, integra a trilogia Estrelas,
Bombas e Garotas, pesquisa criada por Luiza para transportar aos palcos
histórias de mulheres que desafiaram os limites impostos ao seu tempo. Depois
de Do que são feitas as estrelas?, inspirado na astrônoma Cecilia Payne,
o novo espetáculo volta-se à aviadora Anésia Pinheiro Machado, pioneira da
aviação brasileira. O terceiro título da trilogia ainda está em desenvolvimento
e manterá a parceria entre a idealizadora e a dramaturga Sofia Fransolin.
“Essas
mulheres existiram, abriram caminhos e muitas vezes não receberam o
reconhecimento que mereciam. Fazer essas peças é uma maneira de colocá-las no
imaginário das crianças, especialmente das meninas, para ampliar as referências
de feminino com as quais elas crescem”, afirma Luiza Moreira Salles.
Na
trama, o público conhece Anésia Pinheiro Machado (1904–1999), segunda mulher a
obter o brevê de aviadora no Brasil e a primeira a realizar um voo solo em
território nacional. Em plena década de 1920, ela enfrentou as convenções
sociais para seguir a carreira de piloto e, em meio a guerras e revoluções,
defendeu o uso pacífico da aviação. A pesquisa também recupera a trajetória de
Thereza de Marzo (também grafada como Teresa Di Marzo), primeira mulher a
conquistar o brevê de piloto no país, cuja carreira foi interrompida após o
casamento, revelando os obstáculos enfrentados pelas pioneiras da aviação.
Para
a diretora Rhena de Faria, o principal desafio da montagem foi transformar essa
trajetória em uma experiência capaz de dialogar com crianças e adultos. “O
teatro para as infâncias também precisa interessar aos adultos que acompanham
essas crianças e nunca pode subestimar a inteligência do público”, comenta.
Essa
proposta se reflete na linguagem cênica. Presente em toda a trilogia, o teatro
de sombras retorna como um elemento narrativo. Para desenvolver essa linguagem,
a equipe realizou uma oficina com a Cia. Quase Cinema, de Taubaté (SP),
especializada nessa técnica.
O
cenário de Marisa Bentivegna é composto inteiramente por escadas que, diante do
público, transformam-se em cama, porta, carteira de escola ou avião. As
estruturas acompanham a narrativa e convidam a plateia a completar as imagens
com a própria imaginação. A trilha sonora original de Ernani Sanchez, inspirada
na música minimalista de compositores como Philip Glass e Meredith Monk,
combina passagens instrumentais e vozes exclusivamente femininas.
Em
cena, Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide interpretam diversos
personagens. Como comissários de bordo dos dias atuais, conduzem uma viagem ao
passado para revisitar a história de Anésia, vivendo também figuras como Santos
Dumont, Thereza de Marzo, os pais da aviadora e personagens criados para
aproximar a narrativa do universo infantil.
“Algumas
cenas foram pensadas para estabelecer uma conexão direta com as crianças, como
a passagem em que Anésia sofre bullying na escola ou vive a experiência da
primeira menstruação. São situações que ajudam a criar uma ponte entre a
infância dela e a de quem está na plateia”, afirma Luiza.
Sinopse
E
se fosse uma bomba? narra a história de uma das pioneiras da aviação brasileira,
Anésia Pinheiro Machado, que lá em 1920 decidiu explorar as alturas. A peça
conta com ludicidade e magia as aventuras de uma jovem que, enfrentando as
amarras de seu tempo, tornou-se aviadora e, em meio a guerras e revoluções, fez
questão de defender o uso pacífico dessa invenção humana.
Ficha
Técnica
Idealização:
Luiza Moreira Salles
Direção: Rhena de Faria
Elenco: Diego Chilio, Luiza Moreira Salles e Zenaide
Contrarregra Cênico: Eduardo Portella
Dramaturgia: Sofia Fransolin
Cenário: Marisa Bentivegna
Trilha Sonora: Ernani Sanchez
Vocais: Carol Bahiense
Figurino: Victor Paula
Direção de Movimento: Flora Barros
Iluminação: Danielle Meireles
Cenotécnico: José Valdir Albuquerque
Operador de Som: Ernani Sanchez e Taiguara Chagas
Operador de Luz: Rodrigo Damas
Montagem de Luz: Finnick Fernandes
Costureiras: Lia Albuquerque e Erci Cerantola
Confecção das Cabeças: Diego Dimira
Alfaiataria: Vittor Sinistra
Projeções: Diego Chilio, Eduardo Portella, Luiza Moreira Salles, Rhena de Faria
e Zenaide
Assessoria Teatro de Sombras: Cia. Quase Cinema
Ilustradora: Criss de Paulo
Designer Gráfico: Bruno Cardoso
Fotos: Fábio M. Salles
Social Media: Luiza Valio
Voz em Off: Kiko Marques
Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação
Assistente de Produção: Augusto Milaré
Coordenação Geral: Luiza Moreira Salles
Direção de Produção: Iza Marie Miceli
Serviço
E
se fosse uma bomba?
Teatro
João Caetano - R. Borges Lagoa, 650 - Vila Clementino, São Paulo - SP
De
29/09 a 02/10, terça a sexta, às 14h30.
Dias
03, 10 e 11/10, sábados e domingo, às 16h.
Dia
09/10, sexta, às 14h30.
Atenção:
no dia 4 de outubro não haverá apresentação devido à realização das eleições.
Dias 02 e 09 [sextas feiras] Sessões com interpretação em libras
Dia 10 [sábado] Sessão com audiodescrição e visita tátil
Ingressos:
gratuitos | Duração: 65 minutos | Classificação: Livre
Créditos: Dani Valério | Canal Aberto
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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