Dos picos do Alasca ao Polo Sul: São Paulo recebe mostra gratuita de filmes sobre os extremos do planeta *

 

Foto meramente ilustrativa.

Programação reúne filmes de cinco países, com expedições, ciência, montanhismo e conservação; seleção inclui episódio estrelado por Will Smith e documentário narrado por Ricardo Darín

Nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, a 4ª Mostra InterAntar de Filmes Polares transforma o Domo Digital do Instituto Principia, em São Paulo, em uma janela para alguns dos lugares mais extremos e fascinantes do planeta. Gratuita, a programação reúne 13 produções de cinco países, entre documentários, filmes de aventura, animação e vídeo em 360°. São histórias que aproximam o público de expedições em condições extremas, grandes desafios do montanhismo, pesquisas científicas, mudanças climáticas e debates sobre a preservação de ecossistemas que parecem distantes, mas têm relação direta com a vida no restante do planeta.

Realizada pelo InterAntar, programa de educação e divulgação científica coordenado pela Dra. Silvia Dotta, ligado à Universidade Federal do ABC (UFABC), a Mostra chega à quarta edição reforçando o encontro entre cinema, ciência, aventura e cultura. Além das exibições, o público poderá conferir a exposição fotográfica Antártica – Pertencer Planetário, de Bruno Sellmer, e encontrar livros de autores que abordam temáticas polares.

Entre os destaques de filmes internacionais está The South Pole, primeiro episódio da série documental Pole to Pole, da National Geographic, estrelada por Will Smith. Dirigido por Tom Barbor-Might, o filme acompanha uma expedição pelas Montanhas Ellsworth até o Polo Sul e destaca a relevância do laboratório brasileiro Criosfera 1 para a pesquisa climática a nível mundial. A produção também abre espaço para a ciência desenvolvida pelo Brasil no continente, aproximando o público do trabalho de pesquisadores que investigam fenômenos com repercussões em escala global.

Outro nome conhecido do público aparece em Antártida – Dominio Uno, dos argentinos Julian e Joaquin Azulay. Narrado por Ricardo Darín, o documentário acompanha a expedição dos irmãos Gauchos del Mar e o trabalho de cientistas e conservacionistas na defesa do ecossistema antártico, abordando as mudanças climáticas, a pesca excessiva de krill e a criação de novas Áreas Marinhas Protegidas.

A aventura também ganha espaço em Cadence, de Parkin Costain, que leva o espectador aos picos mais íngremes e nevados do Alasca em descidas de esqui em alta velocidade e imagens aéreas de grande impacto visual. Em Queen Maud Land, de Taylor Keating, seis escaladores de elite partem para a isolada Terra da Rainha Maud, na Antártica, em busca de primeiras ascensões em imponentes torres de granito. Já Freedom to Roam, de Jochen Schmoll, apresenta a trajetória da aventureira Sarah McNair-Landry, que cresceu entre cães de trenó e a tundra congelada da Ilha Baffin, no Ártico canadense.

“A seleção de filmes foi pensada para trazer diferentes formas de olhar para os extremos do planeta. Há aventura, expedições, ciência, contemplação e histórias humanas muito fortes, com capacidade de levar o espectador para lugares que poucas pessoas terão a oportunidade de conhecer de perto. É uma programação que impressiona pelas imagens, mas também pelo que provoca depois que o filme termina”, explica o alpinista e curador do evento, Nelson Barretta.

A produção brasileira ocupa espaço importante na seleção. Deception Island – O Olho do Vulcão, de Eduardo Goldenstein, apresenta uma perspectiva sensorial da ilha vulcânica localizada no arquipélago das Shetland do Sul, na Antártica. Ao deslocar o protagonismo humano para observar as forças da natureza, o filme percorre uma paisagem marcada por erupções vulcânicas, geleiras e vestígios da antiga atividade baleeira na região. Em Quando a Montanha Disser Sim, de Thiago Andrino e Giulia Falasca, o retorno às altas montanhas do Equador acontece três anos depois de uma expedição interrompida pela atividade vulcânica do Cotopaxi. Desta vez, os desafios da altitude e da exaustão se apresentam no Chimborazo.

A Antártica aparece ainda por perspectivas bastante diferentes. Sinfonia do Silêncio Profundo, de Marcos Hurodovich, reúne imagens e sons de uma viagem ao continente a bordo do veleiro Kotik. Antártica: O que nos move ao fim do mundo, de Karla Brunet, utiliza vídeo em 360° para revelar os bastidores de uma expedição científica embarcada, contrastando o rigor e o cansaço da rotina com a fascinação pelo território. Já a animação Antártica, do Núcleo de Animação de Campinas, percorre aspectos históricos, geográficos e ambientais do continente e aborda a participação brasileira na região.

Também integra a seleção brasileira MultiPolar, de Paulo Hartmann. O ensaio audiovisual conecta os polos Norte e Sul a um terceiro polo hídrico e combina cartografia, paisagens sonoras e imagens da natureza para propor uma reflexão imersiva sobre o equilíbrio global e a regeneração do planeta. A produção amplia o olhar sobre os extremos da Terra e suas conexões, convidando o espectador a pensar nas relações entre diferentes territórios e no futuro ambiental do planeta.

Ciência e preservação também estão no centro de Antarctica: Life at the Edge, de Ariel Waldman. No episódio da série Life Unearthed, a exploradora parte em uma expedição solo pelos ambientes extremos da Antártica para documentar a vida microscópica escondida sob o gelo, incluindo os tardígrados, e chamar a atenção para a preservação desse ecossistema. Salvation, de Ben Howels, troca a busca por recordes pela contemplação: um convite a desacelerar, reconhecer a beleza das montanhas e valorizar o privilégio de simplesmente estar ali.

“Um dos principais objetivos da Mostra é aproximar as regiões polares de quem não está no ambiente acadêmico. O cinema tem uma capacidade muito especial de fazer isso: ele transforma temas que poderiam parecer distantes em histórias, imagens e experiências que despertam curiosidade e identificação. Queremos que as pessoas venham pela cultura, pelo cinema e pela aventura e descubram, também, por que essas regiões são tão importantes para o planeta”, explica a bióloga e coordenadora da Mostra, Sandra Freiberger Affonso.

Mais do que apresentar lugares que poucas pessoas terão a oportunidade de conhecer pessoalmente, a programação convida o público a descobrir que o que acontece nos extremos da Terra diz respeito a todos nós. 

PROGRAMAÇÃO | AGENDA CULTURAL
Cinema, aventura, ciência e algumas das paisagens mais impressionantes do planeta se encontram na 4ª Mostra InterAntar de Filmes Polares, que acontece gratuitamente nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, no Domo Digital do Instituto Principia, em São Paulo. A seleção reúne 13 produções de cinco países, com histórias sobre Antártica, Ártico, montanhismo, expedições, pesquisa científica e conservação ambiental.

2 de outubro | Sexta-feira
Abertura do foyer: 18h  |  Início das exibições: 19h 
· Freedom to Roam (ALE), de Jochen Schmoll - Nascida na Ilha Baffin, filha de guias do Ártico, Sarah McNair-Landry cresceu entre cães de trenó e a tundra congelada. O documentário acompanha a trajetória de uma aventureira que transformou sua paixão pela natureza em um modo de vida marcado por desafios extremos 
· Sinfonia do Silêncio Profundo (BRA), de Marcos Hurodovich - Imagens e sons registram uma viagem à Antártica a bordo do veleiro Kotik durante o verão de 2025, revelando diferentes perspectivas das paisagens e dos ambientes do continente. 
· Antártida – Dominio Uno (ARG), de Julian e Joaquin Azulay - Narrado por Ricardo Darín, o documentário acompanha uma expedição dos irmãos Gauchos del Mar e o trabalho de cientistas e conservacionistas diante das mudanças climáticas, da pesca excessiva de krill e da defesa de novas Áreas Marinhas Protegidas.  
· Salvation (CAN), de Ben Howels - Sem recordes a quebrar ou grandes feitos a celebrar, o filme propõe desacelerar e reconhecer a beleza das montanhas, a conexão com a natureza e o privilégio de simplesmente estar ali. 
· Antártica: O que nos move ao fim do mundo (BRA), de Karla Brunet - Em vídeo 360°, os bastidores de uma expedição científica embarcada revelam o contraste entre o cansaço e o rigor da rotina de pesquisa e a fascinação por um território dedicado à preservação. 
· The South Pole (EUA), de Tom Barbor-Might - Will Smith participa de uma expedição extrema pelas Montanhas Ellsworth até o Polo Sul no primeiro episódio de Pole to Pole, da National Geographic, que também destaca a relevância do laboratório brasileiro Criosfera 1 para a pesquisa climática na Antártica.

2 de outubro | Sexta-feira 
Abertura do foyer: 16h30  |  Início das exibições: 17h30 
· Queen Maud Land (EUA), de Taylor Keating - Seis escaladores de elite partem para a Terra da Rainha Maud, na Antártica, onde enfrentam isolamento e condições extremas para realizar primeiras ascensões em imponentes torres de granito que emergem da calota de gelo. 
· Cadence (CAN/EUA), de Parkin Costain - Descidas de esqui em alta velocidade e imagens aéreas de tirar o fôlego transformam os picos mais íngremes e nevados do Alasca em uma experiência visual imersiva. 
· Deception Island – O Olho do Vulcão (BRA), de Eduardo Goldenstein - Na ilha vulcânica Deception, na Antártica, erupções do passado, instalações baleeiras abandonadas e forças da natureza compõem um cenário singular. A narrativa sensorial desloca o protagonismo humano para observar o vento, as geleiras, os animais e as transformações da paisagem. 
· Antártica (BRA), Núcleo de Animação de Campinas - Realizado coletivamente com diferentes técnicas de animação, o filme apresenta aspectos da história, da geografia e do ecossistema antártico, além da participação brasileira no continente. 
· Quando a Montanha Disser Sim (BRA), de Thiago Andrino e Giulia Falasca - Três anos depois de uma expedição interrompida pela atividade vulcânica do Cotopaxi, Thiago retorna às altas montanhas do Equador. No Chimborazo, altitude e exaustão transformam a busca pelo cume em um teste de limites e certezas. 
· Antarctica: Life at the Edge (EUA), de Ariel Waldman - Em um episódio da série Life Unearthed, a exploradora Ariel Waldman parte em uma expedição solo pelos ambientes extremos da Antártica para documentar a vida microscópica escondida sob o gelo, incluindo os tardígrados, e destacar a importância da preservação desse ecossistema. 
· MultiPolar (BRA), de Paulo Hartmann - Um ensaio audiovisual que conecta os polos Norte e Sul a um terceiro polo hídrico. Por meio de cartografia, paisagens sonoras e imagens da natureza, o filme propõe uma experiência imersiva e uma reflexão sobre o equilíbrio global, a conexão entre diferentes territórios e a regeneração do planeta.

SERVIÇO
Evento: 4ª Mostra InterAntar de Filmes Polares
Data: 2 e 3 de outubro de 2026 (sexta-feira e sábado)
Horários: Sexta-feira, abertura do foyer às 18h e início das exibições às 19h. Sábado, abertura do foyer às 16h30 e início das exibições às 17h30.
Local: Domo Digital do Instituto Principia (Rua Pamplona, 145, São Paulo/SP, próximo à estação Trianon-MASP do metrô)
Entrada: Gratuita, com reserva de ingressos pelo Sympla.
Realização: InterAntar — programa de educação e divulgação científica ligado à Universidade Federal do ABC (UFABC).
Ingressos: Reserva gratuita pelo Sympla
Mais informações: www.interantar.com/2026-4-mostra

Créditos: Yara Simões | Aliança Comunicação 

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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