Cartunista político, Cláudio de Oliveira celebra 50 anos de carreira com novos e-books *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Acaba de ser lançado na Amazon "Fogo Amigo 2 - A economia
no governo Lula 3", com charges sobre a política econômica. Ainda este
ano, chega "Amigo do Fogo"
São
Paulo – Acaba de ser lançado na Amazon o e-book "Fogo
Amigo 2 – A economia no governo Lula 3", no qual o cartunista Cláudio de
Oliveira retrata, com crítica e humor, os rumos da política econômica do
terceiro governo Lula. A obra é continuação de "Fogo Amigo 1" e integra
as comemorações dos 50 anos de carreira do chargista. Ainda este ano, ele lança
"Amigo do Fogo", terceiro volume da série, com charges sobre a
relação de Lula com os partidos e o Congresso.
Questionado sobre a escolha do formato, livro
digital, o autor destaca a brevidade da charge e a necessidade de reunir, de
forma lógica, os acontecimentos de cada momento, traçando uma linha histórica.
"A charge é muito perecível. Já no dia
seguinte, você é atropelado por novos fatos que precisam ser abordados pelo
jornalista e pelo cartunista. O e-book é, assim, um trabalho de edição que vai
além de uma simples reunião de charges: fornece uma noção de conjunto que
transcende o fato do dia e entrega ao leitor uma visão mais ampla dos assuntos
abordados", explica.
A trajetória de Cláudio é um testemunho da força do
cartum político no Brasil e tem em Henfil (Henrique de Souza Filho) uma de suas
influências decisivas. Um dos maiores nomes do humor gráfico nacional entre os
anos 1960 e 1980, Henfil criou os Fradinhos, o Zeferino e a Graúna, entre
outras personagens.
Autodidata, Cláudio começou a publicar diariamente
aos 13 anos, em junho de 1976, no jornal Tribuna do Norte, de Natal (RN). De lá
para cá, somam-se cerca de 14 mil charges, parte delas reunida em 36 livros,
sendo 31 em formato e-book.
Sob a orientação de Henfil, passou a publicar no
semanário “O Pasquim” a partir de 1977, experiência que aguçou sua compreensão
do humor político e se revelou decisiva para a carreira.
"Ter Henfil como mentor marcou minha identidade
como chargista. Ele não apenas me ensinou técnicas de desenho, mas, sobretudo,
incutiu em mim o compromisso ético e a responsabilidade crítica
indispensáveis", afirma.
Nesses 50 anos, a certeza que permanece é a de que o
cartum político segue essencial como instrumento de reflexão e crítica, sem reverência.
"A charge publicada é apenas a ponta do
iceberg. Passo o dia lendo notícias e análises, em diferentes formatos, para,
no fim, criar uma síntese analítica e crítica, de preferência bem-humorada, no
esforço de despertar o senso crítico do leitor. Essa é minha rotina
profissional há 50 anos", detalha.
"Ziraldo dizia que a boa charge não é
necessariamente a boa ideia, mas a ideia oportuna, e que o cartunista é aquele
que consegue desenhar aquilo sobre o que as pessoas vão conversar no café da
manhã, ao abrir o jornal".
Serviço:
50 anos de carreira – Cláudio de Oliveira faz lançamentos de e-books:
· Fogo
Amigo 1: https://www.amazon.com.br/dp/
· Fogo
Amigo 2: https://www.amazon.com.br/dp/
· A
sair ainda em 2026: Amigo do Fogo
Sobre
o autor
Cláudio de Oliveira é jornalista e cartunista
brasileiro, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com especialização
em artes gráficas pela Escola Superior de Artes Aplicadas de Praga (República
Tcheca). Em 2026 completa 50 anos de carreira, contados desde a primeira charge
publicada, aos 13 anos, em junho de 1976, no jornal Tribuna do Norte, em Natal
(RN). Autor de cerca de 14 mil charges e de 36 livros, 31 deles em formato
e-book, considera-se autodidata: o primeiro contato com o desenho veio pelas
revistas em quadrinhos, quando ainda não estava completamente alfabetizado. O
salto na carreira veio em 1977, quando, orientado por Henfil, cartunista
reconhecido pela crítica contundente ao regime ditatorial brasileiro, passou a
colaborar com o Pasquim, semanário satírico carioca engajado na luta contra a
Ditadura Militar (1964–1985). Em 1993, mudou-se para São Paulo para fazer
charges nos jornais do Grupo Folha, onde permaneceu até 2021: primeiro na Folha
da Tarde e, de 1999 a 2021, no Agora São Paulo. Desde 2022, é chargista da
Folha de S.Paulo, onde mantém o blog Cláudio Hebdô. Em 1996, recebeu o Prêmio
Vladimir Herzog de Direitos Humanos, na categoria Artes, concedido pela
Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e pelo Sindicato dos
Jornalistas Profissionais de São Paulo. Em 1999, recebeu o Troféu HQ Mix, da
Associação dos Cartunistas do Brasil, de melhor livro de charges, pela obra
"Pittadas de Maluf" (1998). Foi agraciado, ainda, com a Medalha
Angelo Agostini, da Associação dos Cartunistas e Caricaturistas do Estado de
São Paulo, como melhor chargista de São Paulo em 2002.
Créditos: Cibele Lima | Diversa Comunicação
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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