Arena B3 reúne Zé Geraldo, comédias e adaptação de Lygia Fagundes Telles na programação de outubro *

 

Foto meramente ilustrativa.

Espaço cultural no Centro Histórico de São Paulo recebe música e teatro ao longo do mês, com ingressos a preços populares

São Paulo, setembro de 2026 - Música, literatura, humor e diferentes olhares sobre clássicos do teatro marcam a programação de outubro da Arena B3, no Centro Histórico de São Paulo. Ao longo do mês, o espaço recebe o cantor e compositor Zé Geraldo, no talkshow Me Cante Uma História, além dos espetáculos Édipo de novo?, Senhor Diretor e As Bondosas.

A programação percorre diferentes gerações e linguagens, passando pela trajetória de um dos nomes do chamado rock rural brasileiro, por uma releitura cômica de Sófocles, pela primeira adaptação teatral do conto Senhor Diretor, de Lygia Fagundes Telles, e por uma comédia dramática inspirada no universo popular nordestino. Assim como na programação de agosto, a Arena B3 mantém a proposta de ampliar o acesso à cultura com uma agenda diversificada e ingressos a preços populares.

Zé Geraldo abre o mês no Me Cante Uma História
Abrindo a programação, no dia 3 de outubro, às 17h, o cantor e compositor mineiro Zé Geraldo é o convidado do talkshow Me Cante Uma História. Um dos pioneiros do rock rural, o artista participa de um encontro que combina música, memórias e bastidores de uma trajetória de mais de 45 anos.

Ao longo da conversa, Zé Geraldo relembra clássicos como “Cidadão” e “Senhorita” e compartilha histórias de seu trabalho mais recente, O Lugar Onde Eu Nasci, lançado em 2024. Com mais de 20 discos na carreira, o compositor construiu uma obra marcada por personagens, histórias de estrada, liberdade e crítica social, misturando folk, rock e música brasileira.

O novo álbum revisita memórias da infância e da juventude do artista em Minas Gerais e abre mais um capítulo de uma trajetória que transformou experiências pessoais e observações do cotidiano em canções.

Tragédia de Sófocles vira comédia em Édipo de novo?
Nos dias 10 e 11 de outubro, às 14h30 e 17h, é a vez de Édipo de novo?, versão cômica do clássico Édipo Rei, de Sófocles. A montagem revisita uma das tragédias mais conhecidas da história do teatro pelo viés do humor, sem deixar de contar integralmente a saga do personagem que tenta escapar de seu destino.

Com texto e direção de Thiago Bomilcar Braga, o espetáculo estreou em 2025 no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. A temporada inicialmente prevista para um mês acabou sendo estendida por outros dois meses, e a produção retornou ao mesmo teatro em março de 2026.

A montagem recebeu ainda três indicações ao Prêmio do Humor 2026, criado por Fábio Porchat, nas categorias melhor espetáculo, direção e texto.

No elenco estão Aline Cruz, Fabio Làura, Felipe Pêpe e Laurent Janod. A classificação indicativa é de 16 anos.

Conto de Lygia Fagundes Telles ganha os palcos em Senhor Diretor
Após dois anos de temporadas no Rio de Janeiro e uma turnê pelo interior fluminense, Senhor Diretor chega à Arena B3 nos dias 18, 19, 24 e 25 de outubro, com sessões às 14h30 e 17h. A montagem é a primeira adaptação para o teatro do conto homônimo de Lygia Fagundes Telles (1918-2022) e tem Analu Prestes em cena, com idealização, adaptação e direção de Sílvia Monte.

Extraído da coletânea Seminário dos Ratos, de 1977, o texto acompanha Maria Emília, uma professora aposentada de 62 anos que se sente deslocada em relação à cidade e ao tempo em que vive. Marcada por uma educação elitista, machista, opressora e disciplinadora, a personagem vê suas certezas entrarem em conflito com desejos que durante muito tempo tentou conter.

Centrada na teatralidade da palavra, a montagem utiliza apenas uma antiga cadeira giratória em cena e aposta na relação direta entre atriz, personagem e plateia. O humor delicado característico da obra de Lygia atravessa a encenação e conduz as reflexões sobre desejo, repressão, envelhecimento e as transformações da sociedade.

O espetáculo também celebra os mais de 50 anos de palco de Analu Prestes, em um encontro entre a experiência da atriz e a literatura de uma das principais escritoras brasileiras.

As Bondosas encerra outubro com humor e inspiração nordestina
Encerrando a programação do mês, no dia 31 de outubro, às 17h, a Arena B3 recebe As Bondosas. Criada por artistas pernambucanos radicados em São Paulo e no Rio de Janeiro, a montagem chega à capital paulista após temporadas no Rio e apresentações em festivais no Espírito Santo, Pernambuco e Minas Gerais, somando mais de 12 mil espectadores.

Escrita pelo dramaturgo maranhense Ueliton Rocon, a comédia dramática acompanha Astúcia, Angústia e Prudência, três carpideiras contratadas para chorar em velórios. Cansadas de acompanhar as despedidas alheias, elas começam a revelar suas próprias inquietações, conflitos e histórias.

Dirigida por Tom Pires, a montagem traz três atores interpretando personagens femininas inspiradas em arquétipos do universo popular nordestino. A encenação aposta em uma estética minimalista, com cinco caixotes que assumem diferentes funções ao longo da narrativa.

Entre humor e sátira, As Bondosas aborda temas como hipocrisia, aparência e convenções sociais. Com 13 anos de trajetória, o espetáculo se consolidou como um dos principais trabalhos da Cia SOS de Teatro Investigativo.

Serviço
Me Cante Uma História recebe Zé Geraldo
Data: 3 de outubro
Horário: 17h
Ingressos: a partir de R$ 10
Ingressos – Zé Geraldo na Arena B3

Édipo de novo?
Datas: 10 e 11 de outubro
Horários: 14h30 e 17h
Classificação indicativa: 16 anos
Ingressos: a partir de R$ 10
Ingressos – Édipo de novo?

Senhor Diretor
Datas: 18, 19, 24 e 25 de outubro
Horários: 14h30 e 17h

As Bondosas
Data: 31 de outubro
Horário: 17h
Ingressos: a partir de R$ 10

Local: Arena B3

Sobre a Arena B3 
Localizado no prédio da bolsa de valores, no Centro Histórico de São Paulo, a Arena B3 conta com uma programação cultural intensa e com novidades a cada final de semana. A empreitada é uma parceria da B3 – A bolsa do Brasil - com a Aventura, produtora já responsável pela EcoVilla Ri Happy, Teatro Riachuelo Rio, Teatro Adolpho Bloch e de grandes espetáculos musicais, como ‘Elis, a Musical’, ‘Mamma Mia!’, ‘O Jovem Frankenstein’, que estiveram recentemente em cartaz, entre muitos outros. A realização é da Arte e Atitude com Aventura e Governo Federal. O festival pretende contribuir com a ocupação e a recuperação do Centro Histórico de São Paulo. A localização especial tem vizinhos ilustres, como a famosa Avenida São João, o Vale do Anhangabaú e o também icônico Edifício Martinelli. A Arena B3 apresenta aos sábados e domingos shows, espetáculos teatrais, leituras, saraus e outras atividades artísticas, selecionados por uma curadoria apurada da Aventura. O auditório conta com 159 lugares sentados e o palco multiuso poderá abrigar os mais diversos tipos de apresentações.

Sobre a Aventura
Fundada em 2008, e liderada por Aniela Jordan, diretora artística e produção geral, Luiz Calainho, diretor de marketing e negócios, e por Giulia Jordan, diretora geral de venues, a Aventura é referência na produção de espetáculos de altíssima qualidade, que tornou o mercado de teatro musical um dos principais segmentos da economia criativa no Brasil. A empresa se estabeleceu como uma grande aliada da multiplicidade artística, fundamental para o desenvolvimento social, econômico e cultural. A sua missão é transformar grandes ideias em realidade, criando fortes conexões entre marcas e projetos. 

São mais de 40 produções, de espetáculos inéditos e de versões da Broadway, como “Elis, a musical”, “A Noviça Rebelde”, "Mamma Mia", "Hair" “Sete”, “O Mágico de Oz”, “SamBRA”, “Chacrinha, o musical”, “Romeu & Julieta, ao som de Marisa Monte”, “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” e o infantil “Zaquim”. Em 2022, a produtora inovou com o primeiro musical em formato de série do país, o “Vozes Negras – A Força do Canto Feminino”, e com o musical “Seu Neyla”, apresentado em dois palcos com o uso da internet para criar uma experiência diferenciada no espectador, além de estrear uma parceria com a Disney - Pixar com o espetáculo “Pixar in Concert”. Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, criou a Cia Stone de Teatro, projeto de teatro itinerante no interior do Brasil e é a responsável pela produção da Cia de Ballet Dallal Achcar. Ao todo, foram mais de 3,8 mil apresentações e cerca de 4,5 milhões de espectadores, mais de 16 mil empregos diretos e indiretos gerados, números que não param de crescer. 

Sobre o Instituto Evoé: 
O Instituto Evoé é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a cultura como ferramenta de inclusão, formação e desenvolvimento social. Criado em 2019, atua na gestão de equipamentos culturais e na realização de projetos que ampliam o acesso à arte, promovem a formação de profissionais e fortalecem a economia criativa. Em colaboração com a Aventura, administra importantes espaços culturais e desenvolve iniciativas que conectam programação artística, acessibilidade, educação e impacto social, contribuindo para tornar a cultura mais acessível e relevante para diferentes públicos.

Créditos: Marcus Magalhães | Agência Pub

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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