Museu Judaico de São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade recebem Jornada Susan Sontag *

 

Foto meramente ilustrativa.

Programação reúne mesas que discutem a permanência de um pensamento que atravessa literatura, estética, política e cultura. Curadoria de Gabriela Longman

Agosto de 2026 - Sessenta anos depois da publicação de ‘’Contra a Interpretação" e no centro de uma série de lançamentos editoriais recentes, Susan Sontag (1933-2004) permanece uma das vozes mais influentes para pensar literatura, política e cultura. Nos dias 8 e 15 de agosto, o Museu Judaico de São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade realizam a Jornada Susan Sontag: De olhos bem abertos, que reúne escritores, pesquisadores, jornalistas e artistas para discutir a atualidade de sua obra a partir de diferentes perspectivas, da crítica literária aos direitos civis, passando pela fotografia, pela estética queer e pelos conflitos internacionais.

Com curadoria da jornalista e pesquisadora Gabriela Longman, a jornada parte da premissa que a obra de Sontag continua relevante para pensarmos  a atualidade. Romancista, ensaísta, dramaturga, cineasta e importante intelectual, a autora transitou entre a literatura, a imprensa e as artes, recusando fronteiras entre disciplinas e mantendo um olhar atento sobre os debates culturais e políticos de seu tempo. Bissexual, a ensaísta foi uma das pioneiras na discussão de temas hoje associados aos estudos queer, além de refletir sobre feminismo, sexualidade e representação.

"Com admiradores em diferentes gerações, sua figura polivalente serve até hoje como modelo da intelectual voraz que recusava as amarras do ambiente acadêmico para operar no trânsito entre a imprensa, as editoras e o meio artístico e cultural", afirma Longman.

O primeiro encontro, realizado no Museu, abre com uma conferência da curadora sobre a atualidade do pensamento da escritora. Em seguida, Paulo Roberto Pires discute os 60 anos de Contra a Interpretação, enquanto Lígia Gonçalves Diniz aborda sua relação com a crítica feminista. A programação segue com mesas conduzidas por Renan Quinalha, Ana Rüsche e Daniele Queiroz, dedicadas à estética camp, ao luto, à amizade e à fotografia.

No segundo sábado, a Biblioteca recebe mesas dedicadas à atuação de Sontag como testemunha dos grandes acontecimentos políticos do século XX. Flavia Marreiro, Simonetta Persichetti e Leão Serva discutem suas viagens a Cuba, ao Vietnã e a Sarajevo, além de sua reflexão sobre a cultura da imagem e a fotografia de guerra.

A jornada termina com o Processo Aberto: Esperando em Sarajevo, encontro em que Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery compartilham, pela primeira vez, as pesquisas e o processo de criação de um espetáculo inspirado na montagem de Esperando Godot dirigida por Susan Sontag durante o cerco de Sarajevo, em 1993.

Programação:

08 de agosto - Museu Judaico de São Paulo
10h - ABERTURA
Das atualidades possíveis de Susan Sontag
Gabriela Longman

10h30 - 12h - A ESCRITA COMO “VONTADE RADICAL”
A arte do ensaio: os 60 anos de ‘Contra a interpretação’
Paulo Roberto Pires 

Apaixonada, moralista e esteta: Sontag e a crítica feminista
Lígia Gonçalves Diniz:

14h-16h - EXCESSO, ARTIFÍCIO, METÁFORA 
Desejos entre aspas: Sontag e a revolução Camp
Renan Quinalha 

Conselhos de escrita sobre o luto e sobre a amizade
Ana Rüsche

Sobre a fotografia, ainda 
Daniele Queiroz

15 de agosto - Biblioteca Mário de Andrade

10h - 13h  SONTAG: TESTEMUNHA DO SÉCULO 20
Cuba e Vietnã. Sontag em meio à guerra fria
Flavia Marreiro

A cultura da imagem em Sontag
Simonetta Persichetti 

Susan, Sarajevo e as imagens de guerra
Leão Serva

14h30 - 16h  PROCESSO ABERTO: “ESPERANDO EM SARAJEVO”
Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery

Sobre o Museu Judaico de São Paulo (MUJ)
O Museu Judaico de São Paulo cultiva e apresenta a diversidade das expressões da cultura judaica em diálogo com o contexto brasileiro e com o contemporâneo, dedicando-se à defesa dos direitos humanos e ao combate ao antissemitismo e a todas as formas de preconceito. Inaugurado em 2021, fruto de uma mobilização da sociedade civil, o MUJ possui o maior acervo judaico da América Latina. Além de quatro andares expositivos, com exposições de longa duração e temporárias, o Museu realiza festivais literários, concertos musicais, seminários, debates, publicações, jornadas, oficinas e um amplo programa educativo, entrelaçando perspectivas judaicas e não judaicas. Os visitantes também têm acesso a uma biblioteca com mais de mil livros para consulta, a um café com delícias gastronômicas comandadas por chefs e restaurantes judaicos e a "Lodjinha", com produtos diversificados para festas e tradições judaicas.

Jornada Susan Sontag: de olhos bem abertos
Curadoria: Gabriela Longman
Período: 8 e 15 de agosto
Locais: Museu Judaico de São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade
Endereço MUJ: Rua Martinho Prado, 128 – São Paulo, SP
Endereço BMA: Rua da Consolação, 94 – São Paulo, SP
Funcionamento: 8 de agosto, sábado, das 10h às 18h no Museu | 15 de agosto, sábado, das 10h às 16h na Biblioteca 
Ingresso: Gratuitos
Retirada de Ingresso: Nas mesas do Museu Judaico de São Paulo https://museujudaicosp.org.br/ | Nas mesas da Biblioteca Mário de Andrade a entrada é livre, até lotação da sala
Mais informações: https://museujudaicosp.org.br/
Acesso para pessoas com mobilidade reduzida

Créditos: Carolina Amoedo | Cor Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

 

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