Últimos dias para visitar a exposição "Dois infinitos" na Casa Triângulo, com trabalhos inéditos de Sandra Cinto *

 

Foto meramente ilustrativa.

A partir de um biombo central, a artista se dedicou a criar obras em que a temática central reúne elementos naturais: céu, sol, horizonte, como marcadores de territórios imaginários

A exposição Dois Infinitos, 11ª individual de Sandra Cinto na Casa Triângulo, pode ser visitada até 16 de maio, em São Paulo. A mostra reúne um conjunto inédito de trabalhos que aprofundam questões centrais em sua trajetória: deslocamento, horizonte, travessia e a construção poética do espaço. Os textos críticos são de Josué Mattos e Priscyla Gomes.

O eixo central da mostra é um grande biombo circular, concebido especialmente para a exposição. A escolha do biombo — elemento historicamente associado à ideia de passagem, proteção e delimitação — dialoga diretamente com a pesquisa da artista sobre fronteiras instáveis e territórios imaginários. Em sua produção, o mar, o céu e a linha do horizonte aparecem como metáforas recorrentes de transição e incerteza; aqui, a estrutura circular potencializa essa noção de continuidade e ciclo, dissolvendo começo e fim.

O dourado, presente em diferentes momentos da obra de Sandra Cinto, não opera como ornamento, mas como campo simbólico: remete ao sagrado, ao infinito e à ideia de permanência frente à fragilidade das paisagens que ela constrói. Ao envolver o espectador em uma forma curva e contínua, o biombo transforma o espaço expositivo em uma experiência imersiva, instaurando um ambiente contínuo e envolvente.

Em seu texto crítico, Josué Mattos destaca que “ao longo de mais de 30 anos, trinta anos, Sandra Cinto elege o espaço interior de cada ser vivo como residência do que define como Grande Sol e Noites de Esperança, duas forças que atravessam sua construção poética”.

A paisagem interna e sagrada, organizada em oito atos contínuos, transporta o público para um território sensível no qual a luz permite a diversidade cromática, a profundidade e a sobreposição de montanhas e quedas d’água.

Mattos também pontua que “é nesse campo que a linha surge como gesto emancipador: o mesmo traço que atravessa superfícies e horizontes instaura espaços de passagem entre o visível e o imaginado”.

A mostra conta, ainda, com outras obras em diferentes formatos, que dialogam com o elemento central e ampliam a atmosfera construída no espaço, reforçando a relação entre gesto repetitivo, paisagem imaginária e experiência espacial. 

SERVIÇO
Dois Infinitos - Sandra Cinto
Texto crítico: Josué Mattos e Priscyla Gomes
Até: 16 de maio
Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h
Local: Casa Triângulo
Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins - São Paulo
Telefone: (11) 3167-5621 | www.casatriangulo.com  info@casatriangulo.com
Entrada gratuita
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Créditos: Bernadete Druzian | A4&Holofote Comunicação

* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de imprensa

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