Copa 2026 transforma a casa em centro do consumo dos brasileiros *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Levantamento da MindMiners mostra que evento influencia compras, fortalece encontros em casa e amplia consumo simultâneo de mídia
A Copa do Mundo de 2026 deve provocar uma mudança
significativa nos hábitos de consumo dos brasileiros. O estudo exclusivo “O jogo fora
de campo: decisões, marcas e consumo do brasileiro na preparação para a Copa do
Mundo 2026”, realizado pela MindMiners, mostra que 1 em
cada 3 respondentes ajustam o carrinho no período da Copa, sendo que 34%
pretendem mudar hábitos de consumo devido ao evento e outros 43% adaptam o
consumo de acordo com a ocasião e oportunidade.
O estudo ouviu 1.000 brasileiros, homens e mulheres, de todas as
regiões do país e das classes A, B e C, e mostra que o impacto do evento vai
muito além do futebol: trata-se de um fenômeno que reorganiza rotinas,
influencia decisões de compra e cria uma das principais janelas de consumo
simultâneo no Brasil.
“O dado mais relevante é que a Copa vai além de ser apenas um
evento esportivo e também funciona como um gatilho de consumo em escala
nacional. Quando quase 80% da população se declara aberta a mudar hábitos, isso
indica um ambiente extremamente sensível a estímulos de marca, preço e
conveniência”, afirma a Diretora de Excelência do Cliente e Expansão da
MindMiners, Rosana Camilotti.
A
casa como principal arquibancada
O alto impacto no consumo está diretamente ligado ao nível de
engajamento com o torneio. De acordo com o levantamento, 83% dos brasileiros
pretendem acompanhar a Copa do Mundo, e 40% afirmam que acompanham o evento
mais do que qualquer outra competição esportiva ao longo do ano.
Mais do que o olhar para o esporte, o evento também é percebido
como uma experiência de entretenimento e convivência. Para 69%, a Copa
representa entretenimento, enquanto 49% a associam à paixão nacional pelo
futebol e 32% destacam o evento como um momento de encontro com amigos e
familiares.
O ambiente doméstico ganha protagonismo. 57% dos brasileiros
pretendem assistir aos jogos da Seleção em casa, geralmente na companhia de
amigos ou familiares, índice que chega a 71% entre as mulheres. Apenas 22%
consideram bares, restaurantes ou espaços públicos.
“A centralidade da casa muda completamente a lógica de consumo
da Copa. Em vez de consumo pulverizado em bares e espaços públicos, vemos uma
concentração dentro do ambiente doméstico, o que favorece categorias ligadas à
alimentação, conveniência e compartilhamento”, explica
Rosana.
Consumo cresce, mas marcas não conseguem converter
em lembrança
Com o consumo concentrado no ambiente doméstico, algumas
categorias se destacam. Supermercados lideram o impacto (47%), seguidos por
alimentos e snacks (43%) e bebidas, alcoólicas ou não (36%). Também aparecem
com relevância produtos esportivos (31%), vestuário (27%) e eletroeletrônicos
(19%).
No cardápio da Copa, o consumo é guiado por praticidade e
socialização: petiscos (57%), carnes para churrasco (51%), snacks
industrializados (46%) e pizza (40%) estão entre as principais escolhas. Nas
bebidas, refrigerantes (76%) e cervejas (75%) dominam, com 53% dos brasileiros
planejando com antecedência o consumo de bebidas alcoólicas (compra antes dos
jogos) e 39% decidem no momento do jogo.
Apesar do aumento no consumo, o estudo revela um desafio para as
marcas: presença
não garante lembrança. Na categoria de cervejas, por exemplo, a
Heineken lidera a intenção de consumo com 40%, mas registra apenas 11% de top of
mind. Já a Brahma aparece com 37% de consumo e 14% de memória entre
os consumidores.
“Estar na mesa do consumidor é diferente de estar na cabeça
dele, e esse é um ponto de anteção. A Copa amplia esse desafio porque aumenta o
consumo, mas também eleva o nível de exigência. Marcas que não conseguem se
conectar com o contexto acabam sendo facilmente substituídas ou esquecidas”,
afirma a executiva.
Marcas mais criativas marcam gol de presença
A pesquisa também aponta que os torcedores são exigentes com a
atuação das marcas durante o evento. Para 70% dos entrevistados, marcas
criativas se tornam mais relevantes na Copa. Outros 74% concordam que marcas
divertidas tornam a experiência mais leve, enquanto 57% percebem quando uma
marca força presença sem relevância real.
Copa acelera disputa entre TV e plataformas digitais
A Copa de 2026 também deve reforçar um comportamento cada vez
mais híbrido no consumo de mídia. A TV aberta segue como principal canal, com
77% de intenção de uso, mas já divide espaço com plataformas digitais.
O YouTube aparece como segunda opção para metade dos
entrevistados, enquanto a CazéTV alcança 41% do público, chegando a 49% entre a
Geração Z, consolidando-se como um dos principais players entre os mais jovens.
Nos dispositivos, a televisão permanece dominante, com 87% mas o
celular ganha protagonismo como segunda tela: 45% dos brasileiros pretendem
utilizá-lo simultaneamente durante os jogos.
“A Copa continua sendo um evento de massa, mas a forma de
consumir esse conteúdo mudou. Hoje, a experiência é multitelas e interativa, o
que abre espaço para novas formas de engajamento em tempo real e exige das
marcas uma atuação mais contextual e integrada entre diferentes canais”,
finaliza Rosana Camilotti.
Entre os clientes que integram a carteira da MindMiners estão
marcas como Itaú, Renner, Vivo, Samsung, Natura, Santander, Ambev, TikTok e
Nubank. Saiba mais: https://mindminers.com/
Créditos: Grazielle Franca | Agência Temma
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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