Blue Öyster Cult: 50 anos de “Agents Of Fortune”
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| "Agents Of Fortune", do Blue Öyster Cult, completa 50 anos de lançamento em 2026. |
Hoje, 21 de maio, o quarto álbum de estúdio do Blue Öyster Cult, “Agents Of Fortune”, completou 50 anos de lançamento. Produzido por Murray Krugman, Sandy Pearlman e David Lucas, o disco foi gravado entre 1975 e 1976 no Record Plant, em Nova York, e lançado pela Columbia Records. Até o momento, esse é o único trabalho da banda que teve todos os integrantes cantando pelo menos uma música e também o que traz o seu maior sucesso, a clássica “(Don’t Fear) The Reaper”, que foi lançada como single e atingiu o 12° lugar da Billboard Hot 100, colaborando que o álbum alcançasse o 29° lugar da Billboard.
O Blue Öyster Cult lançou o seu primeiro
trabalho em 1972 com o disco que trazia apenas o nome do grupo, seguido de outro
álbum em 1973, “Tyranny And Mutation”, mas sem um
hit que eclodisse nas rádios, até que, em 1974, com excelente o “Secret Treaties“, o grupo ficou mais conhecido, mas
o grupo não chegou onde queria. Então, em 1975, o grupo lançou o seu primeiro
registro ao vivo “On Your Feet Or On Your Knees” e, nesse mesmo ano,
o BÖC iniciou as gravações de “Agents Of Fortune”
que durou meses, mas que foi recompensado pelo reconhecimento de público e
crítica. Aliás, a trajetória do grupo, em relação aos seus lançamentos, foi
semelhante aos contemporâneos do Kiss que, assim como eles, estouraram a partir
do lançamento de seu primeiro disco ao vivo e que seguiu com um ‘discaço’ de
estúdio no ano seguinte (no caso da banda de Gene Simmons e Paul Stanley é
referente a “Destroyer” que, inclusive, saiu no mesmo ano de “Agents Of Fortune”).
O álbum começa muito bem com “This Ain’t The Summer Of Love“, que é relativamente
curta, mas traz um riff simples e um ritmo bem legal. Na sequência, “True Confessions“, nos traz um pop suave e o destaque
fica por conta da presença efusiva dos teclados – não à toa que foi composta
pelo tecladista Allen Lanier que a canta -, mas os vocais limpos e o trabalho
das guitarras se encaixam perfeitamente com a música. O terceiro tema é o
hit “(Don’t Fear) The Reaper“, que contém um riff bem
inspirado, além do ótimo trabalho instrumental, assim como os vocais se
completam, inclusive, nos momentos mais sombrios e pesados da música que fala a
respeito do amor eterno, inclusive pós-vida e menciona o famoso casal
shakesperiano Romeu e Julieta. Uma grande música que tornou-se presença
obrigatória nos shows da banda. Posteriormente, aparece “E.T.I. (Extra Sensorial Intelligence)“, uma excelente
faixa de Hard Rock, em que os caras falam sobre extraterrestres, um
instrumental pesado, com guitarras destruindo tudo nos riffs e um solo com
muito feeling. A música que encerra o lado A do vinil é “The Revenge Of Vera Gemini“, oriunda da parceria entre
o baterista Albert Bouchard e Patti Smith. Aliás, a cantora ainda colabora nos
vocais juntamente com o baterista, mas o “trunfo” da canção é a presença
marcante do baixo de Joe Bouchard.
O álbum segue com a pegada Hard Rock já na
faixa de abertura do lado B, “Sinful Love“, com
ótimo trabalho das guitarras, ótimo backing vocal em uma música bem
contagiante. Na sequência, outro hit da obra, “Tattoo Vampire” que,
como o título sugere, descreve a história tenebrosa de um vampiro tatuado.
Contudo, o instrumental mais uma vez mata a pau: Hard Rock setentista ao
extremo, riffs rápidos, refrão empolgante e ritmo agitado. A ‘intro’ lembra um
trecho de “Running Free“, do Iron Maiden. Em seguida, o disco
exibe “Morning Final“, que contém ótimos vocais do baixista
Joe Bouchard, um dos melhores solos de todo o trabalho, e uma sonoridade pesada
e repleto de melodia. Que música da hora. A penúltima faixa é “Tenderloin“, em que a psicodelia dá as caras, deixando
uma sonoridade instrumental bem executada, um riff básico e um ótimo vocal de
Eric Bloom. E, para encerrar, a balada “Debbie Denise“, que
fala de um caso de amor, com boas linhas de piano e é mais uma faixa assinada
em parceria com a poetisa Patti Smith.
Em 2001, o disco foi lançado em CD com quatro
faixas bônus: a versão original de “Fire Of Unknown Origin”
e as versões demos de “Sally“, “(Don’t
Fear) The Reaper” e “Dance The Night Away“.
Um grande disco começa por uma grande capa,
certo? E, “Agents Of Fortune” é mais um clássico exemplo disso. A
sua capa é de autoria de Lynn Curlee que, anos mais tarde, assinaria a capa de
outro grande álbum: o clássico “Heaven And Hell”
(1980), do Black Sabbth.
Para se ter uma ideia da importância desse
disco para grupo é tanta que, em 2020, foi lançado uma versão ao vivo dele
gravado em 2016 intitulado “40th Anniversary: Agentes Of
Fortune Live 2016”, ou seja, algo semelhante ao que os Titãs fizeram
com o não menos clássico “Cabeça Dinossauro” (1986), que ganhou sua
versão ao vivo em 2012. E, nesse registro ao vivo do BÖC, uma
correção foi feita a respeito dos créditos da faixa “E.T.I.
(Extra Terrestrial Intelligence)”, foi adicionado o nome de Eric
Bloom.
Enfim, “Agents Of Fortune” é
um daqueles discos obrigatórios para quem aprecia o Hard Rock da década de
1970. Um baita álbum, vale cada segundo de audição.
A seguir, a ficha técnica e o tracklist (com faixas bônus) da
obra.
Por Jorge Almeida

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