Aerosmith: 40 anos de “Done With Mirrors”
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| "Done With Mirrors", do Aerosmith, completa 40 anos de lançamento em 2025. |
Hoje, terça-feira, 4 de novembro de 2025, é o 40º aniversário de “Done With Mirrors”, o oitavo disco de estúdio do Aerosmith. Gravado no começo de 1985, nos estúdios californianos do Fantasy e Can-Am Records e no Power Station, em Nova York, e foi o primeiro trabalho da banda a ser lançada pela Geffen Records e a produção ficou a cargo de Ted Templeman. O play marcou o retorno dos guitarristas Joe Perry e Brad Whitford, que não gravaram “Rock In A Hard Place” (1982).
Apesar
da volta da formação clássica da banda de Boston, o disco é considerado fraco
pela maioria dos fãs, com pouca criatividade, embora os caras tenham contratado
o produtor Ted Templeman, que foi responsável pela produção dos melhores
trabalhos do Van Halen, e usou os mesmos processos de produção para os álbuns
da banda dos irmãos neerlandeses e buscava o som mais cru, mas mesmo assim, o
Aerosmith precisava fazer algo a mais para fazer concorrência com Bon Jovi e
Def Leppard.
O
álbum começa com “Let
The Music Do The Talking“, que foi extraída do primeiro disco
solo de Joe Perry e teve o arranjo e a letra alterados. Um rock direto, um
refrão grudento, um riff forte de Perry. Foi a única faixa da obra que ganhou
um videoclipe, mas não sua veiculação não foi tão expressiva na MTV americana.
Em seguida, em “My
Fist Your Face“, manteve o pique da faixa anterior, mas
destaque para o baixo pujante de Tom Hamilton. Na sequência, a banda deu uma
freada com “Shame
On You“, repleta de groving e um swing bacana. E o play chega à
metade com “The
Reason The Dog“, um rock básico, direto e bem tocado, sem muita
firula.
E
o lado B da bolacha vem com “Shela“,
que começa com uma intro de bateria e que dava indícios do que viria ser o
grupo anos mais tarde. Posteriormente, em “Gypsy Boots“, traz um som mais gingado e que,
assim como a faixa anterior, apontava a musicalidade do grupo na sequência,
digamos que foi uma tentativa de arriscarem aquilo que conseguiram com êxito em
“Eat The Rich“,
lançado oito anos mais tarde em “Get
A Grip“. Já a faixa “She’s On Fire” que se destaca pelo ótimo trabalho
vocal de Steven Tyler, com uma boa presença da guitarra acústica. A música “The Hop“, na prensagem
original em vinil foi a última faixa, mas, com os lançamentos em outros
formatos e edições, acabou sendo a penúltima, mas, trata-se de uma canção que
“não fede e nem cheira”, talvez os caras ainda não estavam muitos inspirados
quando a compuseram. E, para finalizar, “Darkness“, que começa com um piano, tem um estilo
soturno e, de fato, bem lado B mesmo. Foi lançada no maxi-single do álbum e nas
versões em K-7, CD e em algumas edições em vinil.
Embora
tenha sido um fiasco, comercialmente falando, “Done With Mirrors” ajudou a “preparar o terreno” para
que o Aero voltasse arrebentando a bagaça toda com “Permanent
Vacation” (1987). OK, em 1986, os rappers do Run-DMC
deram uma forcinha ao grupo quando resolveram gravar a clássica “Walk This Way”,
com direito a participação dos “Toxic Twins” (Steven Tyler e Joe Perry) no
videoclipe e na gravação. Aliás, os mais radicais acreditam que a regravação
feita pelo Run-DMC colaborou mais para a volta do Aerosmith aos holofotes do
que o próprio disco que marcou o retorno da formação original da banda.
No
entanto, “Done With Mirrors”
não correspondeu às expectativas comerciais e é considerado o pior disco do
Aerosmith, inclusive, pelos próprios integrantes. Mas, discordo, pode não ser
um clássico, porém, desmerecer o play também acho um exagero.
A
seguir, a ficha técnica e o tracklist (versão em CD) da obra.
Por
Jorge Almeida

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