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| Foto meramente ilustrativa. |
Festival Internacional de
Curitiba revisita a genialidade política do diretor, cuja cinematografia
desafiou a censura e moldou a identidade de uma nação na Mostra Olhar
Retrospectivo
A programação da 15ª edição do Olhar de
Cinema - Festival Internacional segue até o dia 13 de junho, com mais
de 80 produções do mundo inteiro na programação.
Um dos grandes destaques deste ano é a Mostra
Olhares Clássicos Cine Passeio, reunindo 10 filmes marcantes de várias
épocas e países, que foram divididos em três grandes temas: a quebra das regras
sociais, as marcas da história e os bastidores do próprio cinema.
O primeiro tema foca em narrativas de tensões
latentes e o colapso das aparências, trazendo desde o clássico “Veludo Azul”,
de David Lynch, que expõe o lado sombrio dos subúrbios americanos,
até o documentário “High School” e os dramas “Corações Desertos” e
“Vento Norte”, produções que retratam a quebra de regras sociais e o
impacto do desejo em ambientes conservadores.
A realidade geopolítica e os traumas históricos dão
o tom ao segundo eixo da programação, que funciona como um espelho de conflitos
reais. O impacto das guerras e da política na sociedade é o fio condutor de
obras como “Beirute Fantasma”, que reflete as ruínas do Líbano
pós-guerra civil, e dos filmes “Eles Não Existem” e “Aqui e em
Qualquer Lugar”, focados na resistência palestina. A tensão política atinge
o ápice com o aclamado “As Harmonias de Werckmeister”, uma poderosa
metáfora visual sobre como o medo e o populismo podem arrastar uma sociedade para
a violência.
Por fim, o evento celebra o pioneirismo de diretores
que revolucionaram a linguagem cinematográfica e usaram a própria tela para
discutir a arte. Os destaques ficam por conta do centenário “As Aventuras do
Príncipe Achmed”, animação em stop-motion que abriu
caminhos para as mulheres na direção nos anos 1920, e do documentário
paranaense “Hollywood Studios”, produção que encerra a mostra com um
resgate histórico fascinante, revelando como os cineastas do Paraná, também na
década de 1920, tentavam decifrar e replicar os segredos da indústria de Los
Angeles.
A Mostra Olhares Clássicos Cine
Passeio é uma chance única de ver ou rever essas relíquias do cinema
na tela grande, com cópias restauradas e de difícil acesso no circuito
comercial. Os ingressos podem ser adquiridos dentro da programação oficial do
festival.
As produções que compõem a Mostra Olhares
Clássicos Cine Passeio são:
“Beirute Fantasma” (“Ashbah
Beyrouth”| Dir Ghassan Salhab | Líbano - França | 1998 | 120’)
Sinopse: Cheio de fantasmas e memórias, o longa-metragem de estreia de
Ghassan Salhab se passa no final dos anos 1980, perto do fim da Guerra Civil
Libanesa. O protagonista Khalil retorna a Beirute sob uma nova identidade, para
um confronto com os velhos amigos e companheiros de armas que ele deixou para
trás após sua morte forjada uma década antes.
Sessões: 5 de junho, às 16h20 - Cine Passeio (Sala Ritz)
7
de junho, às 17h30 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“Veludo Azul” (“Blue
Velvet”| Dir David Lynch | EUA | 1986 | 120’)
Sinopse: A atmosfera é calma e colorida. É mais um sonho americano. Até que
Jeffrey (Kyle MacLachlan) encontra uma orelha humana jogada em um campo. O
jovem se vê atraído para uma conspiração cada vez mais profunda pelo submundo
de sua antes tão perfeita cidade natal. Em ares surreais, o clima noir e
detetivesco toma conta da intrincada trama, conduzida em um mundo de
sensualidade e violência. Um dos mais reconhecidos trabalhos de David Lynch
(1946-2025) é exibido 40 anos após seu lançamento, no ano em que o cineasta
completaria 80 anos de idade.
Sessões: 6 de junho, às 10h30 - Cine Passeio (Sala Ritz)
13
de junho, às 19h30 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“Corações Desertos” (“Desert Hearts”| Dir Donna Deitch |
EUA | 1986 | 120’)
Sinopse: A estrada parece seguir tranquila em linha reta no deserto de
Nevada. Em 1959, é nessa direção que uma professora nova-iorquina precisa rumar
para conseguir o divórcio do marido. Eis que, na contramão do esperado, surge a
ousada Cay, redirecionando a rota do destino na alta velocidade típica das
grandes paixões. Em comemoração aos 40 anos de seu lançamento comercial, o
Olhar exibe, em nova cópia restaurada, o filme de estreia da diretora Donna
Deitch, baseado no livro de Jane Rule. Um clássico do cinema lésbico que
reimaginou as possibilidades narrativas do amor entre mulheres diante do grande
público.
Sessões: 6 de junho, às 19h45 - Cine Passeio (Sala Luz)
8 de junho, às
16h - Cine Passeio (Sala Ritz)
“As Aventuras do Príncipe
Achmed” (“Die Abenteuer des Prinzen Achmed”| Dir Lotte
Reiniger | Alemanha | 1926 | 67’)
Sinopse: Mobilizando milhares de silhuetas animadas por stop motion com
inventivo domínio técnico, a história segue um príncipe árabe e seu cavalo
voador, em meio a feitiçarias inspiradas nas Mil e Uma Noites. Neste marco
centenário da animação e primeiro longa do gênero dirigido por uma mulher, a
impessoalidade das figuras recortadas dá lugar ao caráter humano de seus
gestos. Uma obra que ecoa as marcas do expressionismo e das vanguardas,
convocando de modo complexo a ideia de alteridade, ao incorporar as tensões
raciais e de gênero do contexto europeu de entre guerras.
Sessões: 7 de junho, às 20h45 - Cine Passeio (Sala Luz)
11
de junho, às 17h15 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“High School” (Dir
Frederick Wiseman | EUA | 1975 | 68’)
Sinopse: O filme registra o cotidiano de uma escola pública na Filadélfia
dos anos 1960. Em um de seus longas mais aclamados,Wiseman investiga o sistema
educacional de uma sociedade em ebulição, tensionada entre valores tradicionais
e ventos de transformação. Com atenção ao espaço e à rede de relações que o
constitui, o filme registra uma miríade de situações e seus protagonistas,
elaborando um mosaico de normas e valores que estruturam o pensamento
estadunidense da época, como uma cápsula do tempo a iluminar questões de
controle, poder e liberdade.
Sessões: 5 de junho, às 17h30 - Cine Passeio (Sala Luz)
9
de junho, às 20h30 - Cine Passeio (Sala Luz)
“Hollywood Studios” (Dir
Arthur Rogge | Brasil | 1930 | 46’)
Sinopse: Filmado durante a estadia de Rogge nos Estados Unidos entre 1927 e
1928, o filme percorre as ruas de Hollywood, Los Angeles, interessado em
revelar ao público brasileiro as estruturas dos grandes estúdios, os atores e
atrizes famosos, a cultura e as curiosidades locais. Com gosto de atualidade
cinematográfica, este quase centenário filme "paranaense" demonstra
por detrás de suas cartelas informativas e retratos peculiares o interesse do
empresário tornado cineasta, Arthur Rogge, pelo desenvolvimento de uma
indústria cinematográfica local.
Sessões: 5 de junho, às 20h15 - Cinemateca
8
de junho, às 20h15 - Cinemateca
“Aqui e em Qualquer Lugar” (“Ici
et ailleurs”| Dir Jean-Luc Godard e Anne-Marie Miéville | França | 1976 |
53’)
Sinopse: Quando o “eu”, “ele” e “ela” chegam a uma região próxima da
Palestina, onde combatentes revolucionários se educam com princípios
socialistas, em resposta ao sionismo, entra em cena o povo, a luta do povo, até
a vitória. Ou seja, estamos diante de “nós”, um princípio coletivo que Jean-Luc
Godard e Anne-Marie Miéville revelam na ilha de montagem. O “aqui” europeu e o
“lá” palestino se encontram num filme ensaio feito em solidariedade à luta
palestina, num momento em que diretores de cinema do mundo inteiro criaram
parcerias com o braço cinematográfico da OLP, Organização pela Libertação da
Palestina.
Sessões: 9 de junho, às 16h - Cine Passeio (Sala Luz)
13
de junho, às 13h10 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“Eles Não Existem” (“Lays
lahum wujud”| Dir Mustafa Abu Ali | Palestina | 1974 | 25’)
Sinopse: Como um dos três integrantes que fundaram a Unidade de Cinema
Palestino (UCP), Mustafa Abu-Ali propõe aqui uma montagem crítica que cruza
imagens de campos de refugiados palestinos com ataques israelenses a esses
territórios, usando ao fundo uma trilha sonora que conta ela mesma uma
história. O curta, que usa ironicamente a famosa frase da então
primeira-ministra israelense Golda Meir de que os “palestinos não existem”, é
um dos poucos filmes da UCP que sobreviveram ao saqueamento que Israel fez dos
arquivos da Organização pela Libertação da Palestina, em 1982, em Beirute, no
Líbano.
Sessões: 9 de junho, às 16h - Cine Passeio (Sala Luz)
13
de junho, às 13h10 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“Vento Norte” (Dir
Salomão Scliar | Brasil | 1951 | 73’)
Sinopse: O vento é forte e uiva sobre as dunas. O cenário é o litoral do
extremo Sul do Brasil. A rotina de uma vila de pescadores é transformada com a
chegada de um forasteiro, neste que é considerado o primeiro longa-metragem
ficcional de som sincronizado produzido no sul do país. Com acenos a códigos do
neorrealismo italiano, em um retrato social de crueza profunda, filmado em um
preto e branco de contraste e composições impressionantes, Salomão Scliar torna
as paisagens gaúchas cenário de uma jornada trágica de paixões e violência.
Sessões: 8 de junho, às 20h30 - Cine Passeio (Sala Luz)
10
de junho, às 17h30 - Cine Passeio (Sala Ritz)
“As Harmonias de Werckmeister” (“Werckmeister
Harmóniák” | Dir Béla Tarr e Ágnes Hranitzky | Hungria | 2000 | 145’)
Sinopse: Com a chegada a um pequeno vilarejo húngaro de um estranho circo,
composto basicamente de uma baleia em decomposição, o filme constrói sua
metáfora visual e narrativa sobre a forma como um líder pode se aproveitar do
medo e da paranoia de uma coletividade até criar violência e caos. Em plena
chegada do novo século, Béla Tarr e Ágnes Hranitzky utilizam de sua estética
particular para falar dos pesadelos da história húngara (e mundial, talvez),
que os anos seguintes comprovariam não estar longe de renascer.
Sessões: 8 de junho, às 17h15 - Cine Passeio (Sala Luz)
10
de junho, às 19h - Cine Passeio (Sala Ritz)
Para mais informações acesso o site oficial www.olhardecinema.com.br ou pelas redes sociais
oficiais, pelo Instagram @olhardecinema, pelo Tik Tok @olhardecinema, X-Twitter
@Olhardecinema_ e Facebook.com.br/Olhardecinema
O 15º Olhar de Cinema - Festival
Internacional de Curitiba é um projeto realizado com recursos da Lei
Rouanet, patrocínio master do Terminal de Contêineres de Paranaguá e patrocínio
de Peróxidos do Brasil, Mili, Itaú, Fomento Paraná e Sanepar. Apoio da
Cinemateca, Teatro da Vila, Cine Passeio, Icac, Projeto Paradiso e Uninter.
Apoio cultural MON. Parceiro Caiçara Brazil Destilaria. Projeto realizado com
recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura de Curitiba -
Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Projeto
aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura | PROFICE da
Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná. Lei Rouanet -
Incentivo a projetos culturais, Ministério da Cultura - Governo Federal - União
e Reconstrução.
Serviço:
15º Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba
Data: 4 a 13 de junho
Produção: Grafo Audiovisual
Patrocínio Master: Terminal de Contêineres de Paranaguá
Patrocínio: Itaú, Peróxidos do Brasil, Mili, Fomento Paraná e Sanepar
Apoio: Teatro da Vila, Cine Passeio, ICAC - Instituto Curitiba de Arte e
Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba,
Projeto Paradiso e Uninter.
Apoio Cultural: MON
Parceria: Caiçara Brazil Destilaria
Incentivo: Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba,
Secretaria da Cultura, Profice e Objetivos de desenvolvimento sustentável
Realização: Ministério da Cultura - Governo Federal - Do lado do povo
brasileiro
Projeto realizado com recursos da Lei Rouanet.
Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura |
PROFICE da Secretaria de Estado da Cultura | Governo do Estado do Paraná.
Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio, Fomento e Incentivo à
Cultura de Curitiba - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal
de Curitiba.
Créditos: Felipe Almeida |
Tip Mídia
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa
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