Últimas semanas: Exposição Ruy Ohtake - Percursos do habitar inaugura nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake *
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| Foto meramente ilustrativa. |
Mostra marca a abertura da Casa-ateliê Tomie Ohtake como espaço integrado à programação do Instituto Tomie Ohtake, dedicado à arquitetura, ao design e às artes em geral
O Instituto Tomie Ohtake tem o prazer de
apresentar, até 31 de maio, Ruy Ohtake – Percursos do habitar, exposição que
inaugura a nova fase da Casa-ateliê Tomie Ohtake, antiga residência da
artista, no Campo Belo, em São Paulo. Com curadoria de Catalina
Bergues e Sabrina Fontenele, a mostra reúne seis projetos
residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e
2010, explorando a casa como espaço central de sociabilidade, memória e
construção da vida cotidiana.
A exposição apresenta cinco residências unifamiliares
projetadas por Ruy Ohtake entre as décadas de 1960 e 2000 – a Casa-ateliê
Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência
Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989)
e a Residência
Zuleika Halpern (2004) – além do Condomínio
Residencial Heliópolis (2008/2009), conhecido como
“Redondinhos”.
A curadoria enfatiza a reorganização das hierarquias
do morar proposta por Ruy Ohtake. O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça,
concebendo a moradia como um lugar de convivência ampliada. Nesse pensamento,
como afirmam as curadoras, “as residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as
áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são
reduzidos à sua dimensão essencial. A luz desempenha o papel de regente da
organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins
internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites
entre interior e exterior”.
Ohtake desenvolveu uma arquitetura comprometida com
o coletivo e com a mediação sensível entre o indivíduo e a cidade. Na
exposição, esses projetos habitacionais evidenciam como, em diferentes
contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma
reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo, transformando cada
proposta em uma investigação concreta sobre as formas de habitar. Maquetes de
todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das
construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis, compõem
o percurso expositivo, permitindo acompanhar tanto os processos de concepção
quanto as transformações desses espaços ao longo do tempo.
Um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores
aprofunda a dimensão vivencial da mostra, reunindo relatos sobre o cotidiano,
os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas
arquiteturas. As narrativas revelam como as casas projetadas por Ruy Ohtake se
converteram em ambientes de sociabilidade, memória e pertencimento,
evidenciando a permanência e a vitalidade de seus conceitos ao longo das
décadas.
O Condomínio Residencial Heliópolis explicita como
esses princípios atravessam também a produção habitacional de maior escala do
arquiteto. Ruy Ohtake teve participação decisiva na defesa de espaços públicos
de qualidade como instrumento de inclusão social, entendendo a arquitetura como
ferramenta concreta de transformação urbana. Essa atuação se expressou de forma
exemplar em Heliópolis, onde trabalhou em parceria com lideranças comunitárias
na implementação de equipamentos públicos, como o CEU Heliópolis e os
“Redondinhos”. Presentes na exposição, os depoimentos em vídeo dessas
lideranças da comunidade ampliam essa perspectiva, situando o habitar como
experiência coletiva e urbana.
Ao reunir projetos distintos, a exposição revela a
persistência de um pensamento arquitetônico orientado pelo compartilhamento,
pela alternância entre luz e penumbra, abertura e opacidade, e pela articulação
indissociável entre o privado e o coletivo.
A
Casa-ateliê Tomie Ohtake: nova fase
O Instituto Tomie Ohtake inaugura uma nova fase
da Casa-ateliê
Tomie Ohtake, antiga residência da artista Tomie Ohtake, que
passa a integrar sua programação cultural como espaço dedicado à arte, à
arquitetura e ao design. A curadoria da programação da Casa-ateliê será
conduzida por Sabrina Fontenele, arquiteta e integrante da equipe curatorial do
Instituto. Além das exposições, estão previstas ações de programação pública,
com atividades voltadas ao diálogo com diferentes públicos. A abertura desse
ciclo acontece justamente com a exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar.
Projetada por Ruy Ohtake e construída em etapas, a
Casa-ateliê foi, por mais de quatro décadas, moradia, local de trabalho e ponto
de encontro de Tomie Ohtake. Reconhecida como patrimônio da cidade de São Paulo
e premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil em 1971, sua arquitetura
privilegiou, desde a origem, os espaços coletivos, com salas amplas concebidas
como uma “praça coberta”.
Mais do que o reconhecimento patrimonial, o
Instituto Tomie Ohtake compreende que a Casa-ateliê tem sua preservação vinculada
à ocupação contínua e qualificada. Trata-se de uma arquitetura desenhada para
articular contemplação e vitalidade criativa, apta a acolher exposições,
concertos musicais, visitas, conversas, oficinas e pesquisas, especialmente
aquelas de caráter diverso e transdisciplinar, reafirmando-se como lugar de
memória ativa, invenção artística e convivência cultural.
Serviço
Ruy
Ohtake – Percursos do habitar
Local: Casa-ateliê Tomie Ohtake
Rua Antônio de Macedo Soares, 1800 – Campo Belo –
São Paulo – SP
Horário de funcionamento: quinta a domingo, das 10h
às 17h
Período: Até 31 de maio de 2026
Curadoria: Catalina Bergues e Sabrina Fontenele
Realização: Instituto Tomie Ohtake
Ingresso: R$ 50,00
Meia-entrada: estudantes, pessoas com 60 anos ou
mais e professores (mediante apresentação de comprovante no ato da compra e na
entrada da Casa-ateliê); clientes Nubank (mediante apresentação do cartão).
Gratuidade: Amigos Tomie (mediante apresentação de
carteirinha e documento com foto); clientes Nubank Ultravioleta (mediante
apresentação do cartão); pessoas com deficiência (com direito a um
acompanhante); crianças com idade igual ou inferior a 10 anos (mediante
apresentação de documento de identidade); e portadores de cartão ICOM.
As gratuidades e cortesias devem ser solicitadas na
plataforma de ingressos.
Instituto
Tomie Ohtake
Avenida Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropé,
88) – Pinheiros – São Paulo – SP
Metrô mais próximo: Estação Faria Lima/Linha 4 –
Amarela
Telefone: 11 2245 1900
Site: institutotomieohtake.org.br
Facebook: facebook.com/inst.tomie.ohtake
Instagram: @institutotomieohtake
Youtube: https://www.youtube.com/@
Loja: www.lojatomie.org.br
Créditos: Martim
Pelisson | Instituto Tomie Ohtake
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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