"Shine" é o novo álbum de Fito Páez *
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| Foto meramente ilustrativa. |
O trabalho reúne 13 faixas que reforçam a essência primal do rock e celebram as relações humanas, acima da superficialidade dominante
Com a força do Rock N’ Roll, R&B e Soul como base
essencial, Shine funciona como uma declaração de Fito ao mundo
que nos cerca.
Ao longo de 13 músicas inéditas, Páez confronta o
entorpecimento social atual, construindo um universo paralelo com identidades
que defendem abraços, amizades e relações humanas fraternas.
Este trabalho simboliza, de certo modo, o
renascimento de Fito Páez. No início de setembro de 2025, o músico argentino
sofreu um acidente doméstico que resultou na fratura de nove costelas e exigiu
uma cirurgia.
Após um delicado período de meses de repouso
absoluto e o cancelamento de alguns shows e gravações, a música, e este disco
em especial, ressignificou o poder de estar vivo, lúcido e contribuindo com
arte para a vida.
Por isso, nas composições de Shine,
convivem texturas sociais profundas com afetos e sensibilidades esperançosas,
formando um álbum equilibrado que convida a dançar, ser feliz e, ao mesmo
tempo, refletir sobre como estamos vivendo hoje.
Shine é
composto por treze explorações de paixões e conflitos, caos, sinais e redenções
de pessoas que atravessaram grande parte da experiência humana e, ao final,
encontram um ponto em comum: oferecer luz e sentimentos fecundos diante da
insensibilidade do mundo.
Com este lançamento, o músico reafirma seu papel
como compositor atento ao mundo ao redor, em uma ação estimulante que amplia
raízes musicais e sociais em meio a um universo de alienação tecnológica.
Shine está
disponível em todas as plataformas digitais e também em formato físico em CD e
vinil.
Faixa a faixa:
“Girl T. Rex” é
uma canção embalada por um groove de funk contagiante que convida a dançar,
narrando as aventuras de uma jovem na cidade de Buenos Aires, hoje. Em “Shine”,
já não se descreve tanto a cidade, mas sim o mundo atual, com ares de Lennon
produzido por Phil Spector, trabalhada com a crueza dos anos 70.
“Nuestro templo” é
um reggae vibrante, que fala sobre o lugar onde vivemos e como o vivemos. Ao
mesmo tempo, expressa o desejo de como queremos viver daqui em diante. Em um
trecho, diz: “Olha esses dois jovens que se beijam devagar entre a
areia e o sal, hoje o mundo é uma imensa fogueira de vazio e solidão, estamos
esquecendo de amar.”
Com “Prueba de amor”, abre-se um portal
quântico entre Capuletos e Montéquios na Verona de 1500, transportando a
narrativa para a Rosário de hoje. Um registro ambicioso em termos de tragédia
amorosa.
“Río Místico” acompanha
o processo de uma pessoa que precisa tomar decisões para não voltar atrás e não
depender de ninguém. É sobre atravessar aquela fina galeria onde, se você não
se ajuda, ninguém o fará.
Já “Las fuerzas armadas del amor” é
uma ode à amizade, atravessada pelo relato em primeira pessoa do acidente em
Madrid que Fito sofreu e do qual conseguiu se recuperar graças às suas forças
armadas do amor.
Em “Planeta azul”, surge um dos momentos
mais intensos do disco. A canção tem caráter de epopeia, a dos “bravos amantes
que pensam chegar até o fim”. Essa atmosfera épica também se sustenta em “La
esquina del sol”, onde a redenção e a avaliação do passado, presente e
futuro se aproximam com um desejo de esperança: encontrar-se na esquina do sol
e ser feliz; e em “El honor de los lobos”, onde a retrospectiva de
vida organiza, coloca as coisas em seu lugar e imprime caráter, sem perder a
essência trazida desde a infância: resistir, lutar para viver, como o próprio
“honor de los lobos”.
“Universo” é
dedicada a Pablo Milanés. A melodia se inspira em sua obra e pensa sua figura
dentro da cosmogonia universal, contribuindo com seu grão de areia em meio ao
caos.
Como abertura, interlúdio e encerramento do disco,
há três peças instrumentais com Fito sozinho ao piano. Cada uma termina com a
palavra Hablame. De certo modo, esses Hablame e
essa música maravilhosa que paradoxalmente se sente em silêncio refletem o
período de recuperação física e espiritual que Fito teve de atravessar,
culminando em Shine.
Créditos: Lucas Damião | Perfexx
* Este conteúdo foi enviado pela assessoria de
imprensa

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