Supertramp: 50 anos de “Crisis? What Crisis?”
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| "Crisis? What Crisis?", do Supertramp, completa 50 anos de lançamento em 2025. |
Hoje, 28 de novembro, o quarto disco de estúdio do Supertramp, “Crisis? What Crisis?”, completa 50 anos de seu lançamento. Gravado durante o Verão no Hemisfério Norte de 1975, no A&M Studio, em Los Angeles, e nos londrinos Ramport e Scorpio, o álbum foi lançado pela A&M e produzido por Ken Scott em parceria com a banda.
O
nome do play foi tirado de uma frase do filme “The Day Of The Jackal” (1973), de Fred Zinnermann,
apesar de Rick Davies ter afirmado em um programa de rádio norte-americano,
Rockline, que ele tinha o título anotado em um de seus livros, pois não
conseguia pensar em um nome mais apropriado para a obra.
Depois
do estrondoso sucesso comercial de “Crime
Of The Century” (1974), a pressão caiu sobre o
Supertramp para fazer uma continuação do trabalho lançado no ano anterior,
então, a gravadora os empurrou para que o grupo começasse logo a trabalhar no
novo álbum assim que a turnê de “Crime
Of The Century” terminasse. No entanto, durante um show realizado
na costa oeste dos Estados Unidos, a banda acabou, sem querer, adquirindo um
tempo a mais: Roger Hodgson machucou a sua mão, o que forçou o grupo a cancelar
o restante da turnê e, assim, deixando o Supertramp em um momento mais propício
para lançar um novo trabalho.
Apesar
disso, o grupo não teve tempo para ensaiar para o disco e, com isso, a dupla de
compositores Rick Davies e Roger Hodgson não tinha uma visão de um disco
completo. Além disso, por conta da turnê, antes de seu cancelamento, a banda
ainda não havia conseguido um tempo para escrever novos temas e, então, restou
entrar nos estúdios da A&M, em Los Angeles, para trabalhar em cima das
“sobras” de “Crime Of The Century”
(e de discos anteriores) e, por conta da falta de material, a produção foi
paralisada para que Davies e Hodgson escrevessem duas novas músicas.
Curiosamente,
na época do lançamento do disco, Hodgson não havia gostado do álbum porque foi
feito às pressas e não teve a mesma coesão de “Crime Of The Century”, mas, em meados da década de
1980, todavia, o músico mudara de opinião e falou que era o seu disco favorito
do Supertramp.
Aliás,
quatro das canções da obra – “Sister
Moonshine“, “Another
Man’s Woman“, “Lady” e “Just a Normal Day” – foram tocadas ao vivo antes
de as faixas serem gravadas e lançadas, conforme documentado na performance
gravada pela BBC da banda tocando no The Hammersmith Odeon em Londres em março
de 1975 e foram incluídos no lançamento ao vivo de 2001, “Is Everybody Listening?”,
que falaremos em 2021.
O
repertório da obra é bem diversificado, com destaques para as faixas mais pops,
como “Easy Does
It”, que abre o play, assim como “Poor Boy” e “Two Of Us”. Outro destaque fica por conta de “Sister Moonshine”,
que é um clássico e tem um trecho com uma pitada de folk, que é a minha parte
favorita. Já em “Ain’t
Nobody But Me”, que possui um bom Blues, mas nada de
extraordinário. Roger Hodgson manda muito bem em “Lady”, um R&B bem executado. A balada “Just A Normal Day”
ficou aquém para o porte de uma banda como o Supertramp. E, por último, deixo
aquelas que considero as melhores faixas do play: “Another Man’s Woman”, que fecha o lado A do LP,
cuja ‘intro’ remete ao Genesis dos anos 1970, e “The Meaning”, que tem um maravilhoso instrumental.
Em 2002, a
A&M Records lançou uma versão remasterizada da obra.
Certamente,
“Crisis? What Crisis?”
é um ótimo trabalho do Supertramp, ideal para quem ainda não conhece essa
magnífica banda.
A seguir, a
ficha técnica e o tracklist da obra.
Por Jorge
Almeida

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